Verão brasileiro — dezembro a fevereiro — combina dia longo, calor forte e, em boa parte do país, chuva pesada à tarde. Hibisco, hortênsia, girassol, zínia, onze-horas, vinca, alamanda, ixora, dália e helicônia estão no auge nessa estação. É quando o jardim tropical mostra seu melhor, com crescimento rápido e florada em sequência. No Nordeste, de regime de chuva diferente, o verão pode ser seco — e a rega ganha ainda mais peso.
O calor aumenta o consumo de água, principalmente em vaso. Vaso pequeno pode pedir rega diária, ou até 2 vezes ao dia em varanda exposta. No chão, cobertura morta reduz a evaporação e protege a raiz. Regue de manhã cedo; no fim da tarde, evite molhar a folha, para não favorecer fungo durante a noite. Em viagem de fim de ano, agrupe os vasos na sombra e use autorrega simples.
Chuva de verão traz outro problema: encharcamento. Vaso sem drenagem, pratinho cheio e canteiro baixo favorecem raiz podre; umidade alta favorece fungo, como oídio. Retire folha doente, espace bem as plantas e suspenda a rega em dia de chuva. Temporal com vento e granizo quebra haste alta, como a de girassol e dália — tutore essas plantas com estaca antes que fiquem pesadas de flor. Depois do temporal, retire galho quebrado para evitar fungo.